O casamento também é dele

Os homens podem – e devem – ajudar na organização do casamento. Conheça o
caso de um noivo e dê sua opinião

Camila de Lira, iG

No dia 14 de novembro de 2009, Sílvia Rosencrantz ia para seu casamento. Tinha passado pela “manhã da noiva” e a cerimônia estava marcada para meio-dia. No caminho, ela ligou para Amilton Pighin, seu futuro marido, e perguntou como ele estava. A resposta foi “estou indo tomar banho”.

Foto: Arquivo pessoal

Amilton e Sílvia: participação do noivo nos convites, no vídeo e na música da
festa

No lugar de ficar brava, Sílvia ficou tranquila. “Ele ajudou tanto que no dia do casamento estava assessorando o DJ da festa”, conta a noiva. Já Amilton ri com toda a história. Ele fala que, desde o começo, prestou atenção nos detalhes da festa e quis fazer parte de todas as decisões que envolvessem a cerimônia.

Segundo o cerimonialista Roberto Cohen, os homens já estão mais acostumados a participar de forma mais ativa dos casamentos hoje em dia. Ele explica que, como os casais optam por dividir as despesas da festa, ambos acabam por dividir, também, os detalhes da organização. A organizadora de casamentos Bebeta Schiavini ainda aponta para o fato de muitos noivos já terem uma vida juntos antes, o que contribui para que o casal pense na festa em conjunto.

“Este foi meu segundo casamento. Como já tinha uma experiência anterior em que não participei da organização, eu fiz questão de participar desse”, diz Amilton, admitindo que existe, sim, uma ideia machista de que o homem não deve se preocupar muito com o jeito da festa – obviamente contrariada por ele. Bebeta concorda.“É muito dessa mentalidade de que homem não pode chorar, e de achar que isso não é coisa de homem”, diz a organizadora.

Amilton e Silvia contam que dividiram bem a organização da festa, mas essa divisão foi muito mais natural que qualquer outra coisa. “Não passou pela minha cabeça que estávamos dividindo as tarefas. Queria fazer algo que fosse primeiro bom para nós, fosse do nosso gosto”, conta Silvia.Enquanto ele tomou conta do DJ e de alguns detalhes da lua de mel, ela fez os contatos para a decoração do salão.

De qualquer forma, ambos contam que nenhuma decisão foi tomada sem que o outro soubesse. “É claro que não pude dar pitaco no vestido dela”, brinca Amilton.

Convites e um vídeo de casamento

Além de dividir com a noiva a organização da festa, Amilton ajudou em dois detalhes especiais do casamento. Por saber mexer em programas de fotos e vídeo, ele ficou responsável pela confecção dos convites e do vídeo de homenagem ao casal.

Os convites foram feitos a partir de uma foto que o casal usou como “tema”. Eles a imprimiram em papel vegetal, e fizeram a arte em cima disso. Sílvia brinca ao dizer que durou muito mais tempo do que deveria, mas ficou bom porque imprimiu, logo de cara, o jeito do casal na festa.

De acordo com Bebeta Schiavini, com o maior envolvimento dos homens, a festa fica mesmo com a cara do casal. “O legal é que o casamento passou a ser uma coisa muito mais personalizada”, opina Roberto Cohen.

“Discutimos o vídeo ponto a ponto. Queríamos colocar nossas fotos desde criança até o casamento. Foram madrugadas a fio fazendo”, conta Amilton. Ele diz que já previa o “chororô” que começaria por causa do vídeo, por isso resolveu andar pelo salão durante a sua projeção. “Até hoje me emociono se escuto alguma música que fez parte do vídeo”, completa.

Buquê do noivo

Amilton reclama que tudo no casamento é voltado para mulher, e que os homens tendem a ficar esquecidos na festa. Ele aponta que até mesmo o momento que a noiva joga o buquê é um instante em que todas as atenções se voltam para a mulher – e para as mulheres da festa. “Às vezes os homens também querem participar, se divertir com isso”, diz.

“O casamento não é só feminino, nem só dos pais”, diz Roberto Cohen. As mulheres, claro, sonham mais com o próprio casamento do que os homens, como admite a organizadora Fernanda Leonhardt. Mesmo assim, ela diz que eles devem participar da festa.

Fazendo, por exemplo, como Amilton. Na hora do buquê da noiva, ele e sua irmã criaram uma brincadeira para os solteiros da festa. A irmã confeccionou um saco acolchoado de dinheiro –“como aqueles sacos de dinheiro dos bandidos em desenho” – e ele colocou dentro uma garrafinha de metal. “Mandei gravar nossas iniciais na garrafa e joguei para os homens na festa. Joguei como a noiva joga o buquê”, conta.

Ele fala que os seus amigos ficaram bastante animados com a brincadeira. “Assim, os homens tiveram oportunidade de participar”, completa Amilton.

*A imagem ilustrativa deste post retirei do blogspot http://1.bp.blogspot.com/_0mvWz0TZJ3c/TT2MyRZGvLI/AAAAAAAAAtY/kXA0f1qQ1O4/s1600/placa_casamento.JPG através de pesquisa na internet.
*As informações acima retirei do site http://delas.ig.com.br/noivas/o+casamento+tambem+e+dele/n1237825758271.html através de pesquisa na internet.
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