A forma certa de dizer “sim”

 

A forma certa de dizer “sim”

Casamento de bicicleta, doação de sangue e alianças de coco: inspire-se com casais que fizeram cerimônias criativas, alinhadas com seu estilo de vida

Livia Valim e Tatiane Ribeiro, especial para o iG

Um casamento é uma declaração do amor e do acordo de duas pessoas em passarem a vida juntos. Mas alguns casais encontram formas de declarar algo além da paixão e do romance em suas cerimônias, com festas engajadas, que refletem um estilo de vida ou o apoio a uma causa presente na vida dos noivos.

Caso ou compro uma bicicleta? Os dois

Foto: Arquivo pessoal

Priscila Teixeira e Willian Cruz foram se casar a bordo de suas bicicletas

Foi assim para Priscila Teixeira e Willian Cruz, que no sábado do dia 24 de outubro do ano passado pedalaram das suas respectivas casas até a Praça dos Ciclistas, e de lá seguiram juntos para o 21º cartório, no bairro da Saúde. Acompanhados de amigos e curiosos, os noivos percorreram 25 km no percurso de ida e volta. “A bicicleta faz parte das nossas vidas. Eu a uso para tudo, sempre que preciso ir sozinho a algum lugar vou de bicicleta. A Priscila também deixa de usar o carro quando o trajeto não é longo. Assim, queríamos mostrar que bicicleta é um meio de transporte viável, dá para fazer de tudo com ela – até se casar!”, conta o noivo.

E conseguiram. O grupo, com cerca de 50 bicicletas com os noivos à frente, chamava a atenção por onde passava. Os transeuntes tiravam foto, filmavam, sorriam, choravam, acenavam, gritavam, aplaudiam, chamavam os outros para ver, ligavam para alguém para contar. Até uma senhora, ao ver as bicicletas em frente ao cartório, parou para perguntar do que se tratava e, ao presenciar os noivos saírem e montarem na bicicleta, chorou emocionada. “A ideia era estar com os amigos, viver nossa cidade, aproveitar a liberdade. Não precisamos cumprir padrões que não combinam com nosso espírito e filosofia de vida”, define Cruz.

Todos pedalaram do cartório até uma lanchonete próxima e fizeram ali mesmo a festa. Dessa forma, o que era para ser uma mera formalidade foi um evento único para todos os presentes. “Pelo caminho distribuímos sorrisos, flores, emoção, felicidade e esperança para deixar a cidade mais humana e menos individualista”, confirma a noiva. Cruz aponta que o melhor é mostrar que os espaços públicos podem ser resgatados e não é preciso contratar uma empresa e gastar muito dinheiro para tornar uma cerimônia inesquecível. “Um mundo diferente é possível. E depende de nós, com pequenas atitudes, construir o lugar onde queremos viver”, conclui.

Bom para todos

Foto: Arquivo pessoal

Sabrina Campos: vestido de fibra de pet e sandálias de pneu reciclado

Outra ideia de sucesso foi o casamento de Sabrina Campos. Ao ser impedida pelo ex-marido de levar o filho para vê-la se casar em Barcelona, na Espanha, Sabrina procurou às pressas as ONGs que apoiava e montou a cerimônia em um mês e meio. “Queria algo bonito, simples, ecologicamente correto, que pudesse inspirar outras pessoas”, conta Sabrina, hoje grávida pela terceira vez. A noiva focou no impacto ambiental e social e assim tornou público o trabalho de várias organizações que, mesmo sem recursos, transformam a vida das pessoas.

Todos os detalhes foram pensados de forma sustentável. O vestido de fibra de pet foi doado pela Baobá Tecidos Artesanais e confeccionado pela ONG Arrastão, as alianças foram de coco, as sandálias de pneu reciclado feitas pela Góoc e a tiara produzida por presidiárias do Distrito Federal através da Suzana Rodrigues Biojóias. Todos os alimentos e bebidas eram orgânicos e o lixo foi destinado à Coopamare.

Como a festa foi realizada em um chuvoso domingo de Páscoa, bem no meio do parque Trianon, os convidados foram a pé, de bicicleta ou de transporte público. Os serviços de beleza da noiva e os de garçom na festa foram realizados por jovens aprendizes. A maioria dos convites foram enviados por e-mail e outros 50 feitos de papel reciclado. A festa aconteceu ao som das músicas tocadas por moradores de rua da Comunidade Metodista e do Projeto Pitú Leal. A noiva ainda pediu como presente fraldas descartáveis para doar e no final passou a lua de mel em um hotel nos Jardins, bairro paulistano, que pratica uma carta ambiental de compromisso social e ecológico.

O resultado? Foram 300 pessoas convidadas para vivenciar uma festa com custo reduzido e que beneficiou várias pessoas em situação de risco socioeconômico. “O que vale é se concentrar na essência e simplicidade das coisas, no amor das pessoas envolvidas e prestar atenção: cada ação que temos pode ser um ônus ou uma contribuição para o planeta, o país, a cidade, o bairro e, consequentemente, para a família”, reflete Sabrina.

Desafio e retribuição

Foto: Agência Brasil

Cilma de Paula: união no Hemocentro de Brasília

No mesmo caminho de transformar uma situação difícil em algo vitorioso, Cilma de Paula Azevedo levou todos os convidados ao Hemocentro de Brasília no dia do seu casamento. A proposta era incentivar a doação de sangue como forma de presentear os noivos. Tal intenção nasceu quando a noiva sobreviveu a um grave acidente de carro. Com o fígado dilacerado e hemorragia forte, precisou de mais de 40 bolsas de sangue. “Percebi a fragilidade da vida ao saber que fui salva pela solidariedade de muitas pessoas que anonimamente realizam a doação”, conta Cilma, que também já foi voluntária da Cruz Vermelha.

A iniciativa teve suporte do Movimento Maria Cláudia pela Paz, que produziu o casamento com o apoio dos seus parceiros e voluntários. Cilma afirma que os convidados, apesar de surpreendidos, gostaram da ideia de demonstrar seu amor ao próximo. “Como sabemos que algumas pessoas são impossibilitadas de doar sangue devido ao processo de seleção de doadores, recebemos também como presente fraldas geriátricas, que levou conforto a muitos idosos de Brasília e de Paracatu, em Minas Gerais”.

O evento também foi essencial para a recuperação de Cilma. Ao passar por vários problemas como desemprego e falta de recursos financeiros, ela afirma que, após esses acontecimentos, aprendeu que o consumismo não pode se sobrepor ao valor da vida. “O maior bem que temos é a saúde, a família, os amigos e o amor. Foi isto que aprendi com o meu acidente, nas cirurgias e nos 21 dias de UTI”. Muito mais que festejar o amor romântico, esse casais homenagearam a vida em sua melhor forma: vivendo e incentivando seus convidados a vivê-la.

*As informações acima retirei do site http://delas.ig.com.br/noivas/cerimoniaefesta/a+forma+certa+de+dizer+sim/n1237823969044.html através de pesquisa na internet.
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